Patricia Oliveira
PSICÓLOGA

*Psicóloga graduada

CRP 20/8397

Depressão infantil

O termo depressão é utilizado com considerável liberdade. Basta um pequeno problema, uma desfeita, um desencontro emocional, um prejuízo financeiro, para alguém se declarar deprimido. Embora seja empregada como sinônimo de tristeza, tem pouco a ver com esse sentimento. Com as crianças é diferente, uma vez que estas aceitam a depressão como fato natural, próprio de seu jeito de ser. 
    O que diferencia a depressão das tristezas do dia-a-dia é a intensidade, a persistência e as mudanças em hábitos normais das atividades da criança. Costuma manifestar-se a partir de uma situação traumática, tais como: separação dos pais, mudança de colégio, morte de uma pessoa querida ou animal de estimação. Pode- se enumerar 10 sintomas básicos que são indicadores da depressão infantil, a saber:
1- Humor alterado: a criança anda irritada e briga mais do que o de costume;
2- Seu filho anda quietinho, brinca menos do que antes e não se interessa mais pelos amigos, brinquedos e atividades;
3- Não prestar atenção nas aulas e queda no rendimento escolar;
4- Dificuldades para dormir ou ter sono o dia todo;
5- Pessimismo e conduta de autodepreciarão: acha que tudo o que faz está ruim ou errado;
6- Reclama mais de cansaço ou fica sem energia;
7- Queixa-se sempre de dor de barriga, na cabeça ou nas pernas;
8- Chora para ir para escola ou, uma vez estando lá, pede para ir embora com frequência;
9- Emagrece ou engorda demais;
10- Voltou a fazer xixi na cama ou coco nas calças.
Ao primeiro sinal de depressão, os pais devem acolher a criança e encaminhá-la a um profissional o mais rápido possível. Na maioria das vezes, o apoio da família e a psicoterapia são suficientes. Somente a partir dos 6 anos de idade, é necessário, em alguns casos, intervir com medicamentos. A depressão infantil além de intervir negativamente no processo de desenvolvimento cognitivo da criança, também desencadeia várias outras doenças tais como: anorexia, bulimia, etc.